Elizabeth Olsen diz que sugeriu uma Wanda de cabelos brancos “sinistra” retornando à Marvel 50 anos depois
Assim como a vencedora do Oscar Zoe Saldana e o ator indicado ao Oscar Sebastian Stan, a atriz da Marvel e indicada ao Emmy Elizabeth Olsen tem se mantido extremamente ocupada com trabalhos de personagens impressionantes e aclamados quando não está ativamente no MCU. Olsen recebeu muitos elogios por sua atuação ao lado de Carrie Coon e Natasha Lyonne em His Three Daughters, da Netflix, no ano passado, e este ano estrela o drama de ficção científica The Assessment, ao lado de Alicia Vikander.
O filme, ambientado em um futuro próximo, gira em torno de um mundo onde a paternidade é estritamente controlada. Assim, a avaliação de sete dias de um casal para ter o direito de ter um filho se transforma em um pesadelo psicológico. Olsen conversou com The Playlist sobre The Assessment para o podcast The Discourse, e em breve teremos essa conversa completa. No entanto, não pudemos resistir a perguntar um pouco sobre seu papel no Universo Marvel, já que sua personagem, Wanda Maximoff, também conhecida como Feiticeira Escarlate, não é vista desde o final de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, que sugeriu sua morte.
O apresentador Mike DeAngelo ficou curioso sobre a controversa virada de vilã de Wanda no filme, se isso sempre esteve planejado ou se o papel mudou durante as extensas refilmagens.
“Na verdade, eu não fiz parte das refilmagens”, explicou ela, basicamente respondendo à pergunta: Wanda foi uma vilã desde o início. “Eu estava filmando [a minissérie da HBO] Love and Death. Então, o que eu fiz foi o que permaneceu. Acho que houve muitas refilmagens, mas nada realmente relacionado ao que eu fiz.”Sobre essa virada para o lado sombrio que dividiu alguns fãs, mesmo anos depois, Olsen disse que adorou.
“Foi uma mudança interessante, mas uma que eu estava animada para fazer e realmente aproveitar ao máximo, em vez de pisar em ovos”, disse ela. “Achei que era algo meio delicioso. Achei uma oportunidade divertida.”
Quanto a quando e onde poderemos ver Wanda Maximoff novamente no MCU, Olsen respondeu com onde ela gostaria que a personagem fosse e até compartilhou uma ideia que sugeriu aos executivos da Marvel.
“Sabe, quando penso na minha versão dos sonhos [da Wanda], imagino 50 anos depois, e eu tenho cabelo branco — uma peruca enorme e branca — e um rosto cheio de rugas sinistras, fazendo algo meio Tracy Ullman”, explicou. “E eu sou apenas uma criatura que eles encontram. É assim que imagino a próxima jornada de Wanda.”
“É algo que eu realmente sugeri”, continuou. “Porque seria muito divertido fazer isso. Acho que, em um dos quadrinhos, ela envelhece rapidamente, e acho que essas são as imagens que estão fixadas na minha mente agora, porque ainda não fiz isso.”
Hora de falar com os irmãos Russo sobre isso, talvez? “Sim”, foi tudo o que Olsen disse.
Neste sábado, 15 de março, foi divulgado através do YouTube oficial da Capelight Pictures o trailer alemão do filme THE ASSESSMENT dirigido por Fleur Fourtné e estrelado por Elizabeth Olsen, Himesh Patel e Alicia Vikander.
O filme, que conta com a estreia de Fleur como diretora em longas-metragens, estreará na Alemanha no dia 3 de abril. Confira o vídeo legendado:
Situado em um mundo futuro onde ninguém envelhece, não há animais e há pouquíssimas plantas, o drama distópico de ficção científica The Assessment, de Fleur Fortuné, acompanha os cientistas isolados Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel) enquanto enfrentam um árduo teste governamental de uma semana – e, por fim, completamente absurdo – conduzido pela imprevisível avaliadora Virginia (Alicia Vikander). O teste tem o objetivo de determinar se eles são um dos poucos casais aptos à parentalidade. Conforme a semana avança, Virginia leva o casal ao limite, forçando-os a confrontar suas próprias falhas, bem como a dura verdade sobre o mundo que ajudaram a criar.
Fortuné começou sua carreira como diretora de arte no estúdio de design gráfico H5, em Paris, antes de ganhar reconhecimento dirigindo videoclipes. Seu trabalho inovador e ousado no meio inclui vídeos para Skrillex, Pharrell Williams e uma extensa trilogia para o álbum Midnight City, do M83. Ela também dirigiu o videoclipe distópico de quatorze minutos de Birds in the Trap, de Travis Scott, além de campanhas publicitárias oníricas para marcas como Nike e Chloé.
Enquanto enfrentava dificuldades para conceber seu primeiro filho com o marido, Fortuné foi abordada pelo produtor Stephen Woolley com o roteiro de The Assessment, escrito por Dave Thomas e Nell Garfath-Cox (creditados como Mrs. & Mr. Thomas), como uma possível estreia em longas-metragens. Tendo passado por sua própria jornada médica absurda, repleta de consultas, exames invasivos e discussões difíceis, ela se identificou com o desejo de Mia e Aaryan de ter um filho, bem como com os obstáculos que precisam superar para isso nesse futuro distópico. Fortuné trouxe o roteirista John Donnelly para desenvolver o roteiro ao longo de cinco anos, aprofundando os personagens, inserindo mais humor e criando uma conexão emocional mais forte com o público.
Para a coluna Cineastas Mulheres em Foco deste mês, o RogerEbert.com conversou com Fortuné via Zoom sobre o processo de cinco anos para desenvolver o filme, a construção de um mundo sci-fi complexo que ainda ressoa emocionalmente com o público e como o filme desafia as pessoas a refletirem sobre suas próprias ações no presente e seu impacto no futuro.
O que no roteiro original a atraiu para essa história?
Acho que foi mais a ideia, a trama e os conceitos que me tocaram. Eu estava tentando ter filhos com meu marido havia um tempo, então passei por fertilização in vitro, reuniões de adoção e tudo mais. Eu me identifiquei completamente com o casal. Quando o produtor Stephen Woolley me enviou o roteiro, a versão inicial do universo do filme era muito diferente da atual. Não foi necessariamente o cenário que me atraiu, mas sim a ideia e o desenvolvimento dos personagens. Trabalhamos nisso por cinco anos. Primeiro desenvolvi os personagens, depois a história, e só então pude criar o universo que queria. A versão inicial do roteiro tinha telas no estilo Minority Report e muitos outros elementos de ficção científica que o público já está acostumado a ver. Eu queria algo que colocasse a história em primeiro plano, em vez de focar nos efeitos visuais.
Como foi equilibrar a construção do mundo distópico sem sobrecarregar a narrativa?
A ficção científica é complicada porque exige que você explique como o mundo funciona, coisa que não é necessária em histórias contemporâneas. Tivemos que explicar alguns aspectos, mas sem tornar isso excessivo. Por exemplo, com a droga Cinoxin, pensamos muito em como mostrar seu efeito sem ser didático demais. Como cineasta, há sempre o risco de explicar demais e fazer o público se sentir subestimado. Encontramos um equilíbrio delicado. Não queríamos um filme excessivamente complexo — a história precisava ser sobre esse casal e sua jornada emocional, e não sobre o estado do mundo em si. Em uma versão anterior do roteiro, Virginia se comunicava com um superior, mas eliminamos esses elementos para transformar o filme em uma peça intimista focada no embate psicológico entre os três personagens.
Como você decidiu ambientar a história nessa paisagem isolada e quase desértica?
O roteiro já mencionava uma casa na praia. Desde o início, eu sabia que não queria um cenário paradisíaco. Queria algo que parecesse um planeta diferente. Quando começamos a procurar locações, Tenerife nos atraiu por sua energia intensa — é uma ilha vulcânica, muito seca e ventosa, trazendo uma sensação constante de ameaça. Isso ajudou os atores, especialmente Elizabeth Olsen, que me disse o quanto a paisagem a influenciou enquanto treinava para as cenas de natação. Com o designer de produção, decidimos que não haveria árvores, nem madeira — Mia é a única que trabalha com plantas em um mundo onde elas não existem mais. A arquitetura da casa foi pensada a partir disso, usando concreto e vidro, materiais extraídos da própria terra, pois não há outros recursos disponíveis.
A estética da casa remete ao futurismo dos anos 1960, mas sobriamente. Isso foi intencional?
Criar um futuro inédito é difícil porque a tecnologia muda rapidamente. Sempre que vou a um aeroporto, vejo novas máquinas e robôs. Por isso, optei por excluir dispositivos e construir um futuro visualmente único, mas emocionalmente reconhecível. Conversando com o designer de produção, exploramos influências da Era Espacial e do Afro futurismo dos anos 1970, que parecia mais futurista do que muitas tendências atuais. Isso ajuda o público a sentir a familiaridade do ambiente sem os distrair da história.
Como você trabalhou com Alicia Vikander para desenvolver a fisicalidade da personagem Virginia?
Alicia estudou dança até os 18 ou 19 anos e tem um domínio incrível do próprio corpo. Ela estava empolgada em explorar a fisicalidade da personagem. Discutimos muito sobre como as crianças não têm noção de limites sociais e como isso poderia ser incorporado em Virginia. Observei minha filha de três anos e pensei: “E se um adulto se comportasse assim?” Esse aspecto infantil sem regras torna Virginia ainda mais inquietante.
Como escolheu Elizabeth Olsen e Himesh Patel para os papéis principais?
Pensei em Elizabeth Olsen desde o início. Ela tem uma conexão natural e elegante com emoções intensas, sem exageros. Como Virginia é uma personagem caótica, precisava que Mia fosse o oposto para equilibrar a narrativa. Para Aaryan, foi mais difícil encontrar o ator certo. Ele é um gênio, mas socialmente desconfortável. Himesh traz esse lado cômico e essa inadequação de forma muito autêntica, sem tornar o personagem antipático.
A cena do jantar é crucial para os temas do filme. Como foi desenvolvê-la?
Reescrevemos essa cena várias vezes. Ela precisava conter informações importantes sobre o mundo do filme, mas sem ser expositiva. Queríamos algo divertido, mas que terminasse intensamente. Minnie Driver foi brilhante — sua personagem é a “vilã” que arruína o jantar, mas também a única que diz a verdade. Isso cria uma sensação incômoda no público, pois nos força a confrontar nossas próprias escolhas.
Você tem esperança no futuro?
É difícil. A cada dia, novas guerras surgem, e a liberdade é retirada de muitas pessoas. Tento manter a esperança pelo bem da minha filha, mas é um desafio. Por isso acredito na importância de filmes com mensagens profundas. Muitas histórias hoje evitam temas difíceis porque o público não quer sentimentos ruins. Mas precisamos continuar refletindo e enfrentando a realidade.
Alguma cineasta a inspirou?
Jane Campion. Ela foi feminista antes do movimento ganhar força e sempre explorou emoções reais, em vez de somente “cumprir checklist” de representatividade. Filmes como O Piano são intensos e autênticos, algo que tento trazer para o meu trabalho.
Nesta quinta-feira, 27, foi divulgado o trailer oficial do filme ‘The Assessment’, o longa-metragem é a estreia da cineasta francesa Fleur Fortuné e é estrelado por Elizabeth Olsen, Himesh Patel e Alicia Vikander. Confira o vídeo legendado:
Sinopse: No futuro retratado em The Assessment, todos vivem uma vida calma, mas o governo mantém um controle rigoroso dos recursos. Como parte desse controle e para garantir que o mundo não se torne superpovoado, o governo decide quem pode e quem não pode ter filhos.
Confira o trailer legendado do filme “THE ASSESSMENT”, dirigido por Fleur Fortuné e estrelado por Elizabeth Olsen, Himesh Patel e Alicia Vikander. pic.twitter.com/TPJfGtyQL2
— Elizabeth Olsen Brasil | Fã-site (@EOlsenBrasil) February 27, 2025
Nesta sexta-feira, 7, foi divulgado as primeiras stills promocionais do filme ‘The Assessment’, estrelado por Elizabeth Olsen, Alicia Vikander e Himesh Patel e conta com a estreia da cineasta francesa Fleur Fortuné, o roteiro é co-escrito por Neil Garfath-Cox, Dave Thomas e John Donnelly e se passa em um mundo destruído pelas mudanças climáticas.
Confira a sinopse do longa-metragem:
“No futuro retratado em The Assessment, todos vivem uma vida calma, mas o governo mantém um controle rigoroso dos recursos. Como parte desse controle e para garantir que o mundo não se torne superpovoado, o governo decide quem pode e quem não pode ter filhos.
Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel) estão nervosos com sua candidatura para se tornarem pais, mas eles têm tudo a seu favor. Eles vivem em uma casa pacífica e isolada, onde Aaryan tem um estúdio para suas pesquisas genéticas e Mia mantém uma estufa como parte de seu trabalho como cientista botânica. Os dois são designados a uma avaliadora chamada Virginia (Alicia Vikander), que vem avaliá-los em sua casa ao longo de sete dias.
Virginia faz perguntas invasivas e desconfortáveis sobre tudo, desde como eles se conheceram até a frequência com que têm relações sexuais. Mas isso é apenas o começo, pois Virginia submete Mia e Aaryan as simulações dos potenciais horrores que os filhos podem causar aos pais. À medida que os testes se tornam cada vez mais abstratos e desconcertantes, as respostas certas parecem menos óbvias, e a avaliação fomenta uma divisão entre o casal”.